<em>PT</em> à deriva e com cunhas
Ao comparar a gestão da PT a um Titanic à deriva, a Comissão de Trabalhadores avançou com um «aviso à navegação», num comunicado onde exige uma auditoria às contas da empresa, aos prémios e às mordomias dos dirigentes, «não vá o povo pensar que a omissão tem algo a ver com a colocação dos filhos daqueles em altos postos da PT», acusa.
O recente anúncio da intenção de encerrar postos públicos e lojas e de toda a parte técnica em geral «é o mesmo que parar as máquinas de um navio que se encontra debaixo de uma tempestade».
Embora considere que a Anacom, entidade reguladora, tem lesado interesses dos trabalhadores, a CT salienta que a administração tem todos os meios para exigir à uma prática não discriminatória, de acordo com a Lei da concorrência.
A administração é ainda acusada de «colocar jovens sem experiência ao leme de um barco que vai ficando sem máquina».
Uma troika de interesses
A política errada de recrutamento divide-se, segundo a CT, em três grandes grupos de admissões: «os familiares e amigos dos políticos, dos administradores e dos directores». É denunciada a admissão para um cargo administrativo «do irmão de um autarca muito conhecido, sem qualquer qualificação técnica e profissional a ganhar, de vencimento base, 1500 euros mensais».
Na PTComunicações, «o primo de um administrador de uma empresa do Grupo foi admitido como Técnico Superior Especialista, sem qualquer qualificação técnica, académica e profissional conhecida, a auferir mais de 1800 euros mensais, mais um prémio de responsabilidade e um carro de utilização pessoal», entre outras mordomias.
Também foi admitida a filha de um director – que já tinha a nora no Grupo -, na área de engenharia química «a ganhar mais de 2500 euros por mês acrescidos de prémios mensais».
Resistir sector a sector
A Célula do PCP na empresa denunciou a «dança de tachos» que está a destruir a PT como unidade orgânica, através da atribuição de «sectores vitais aos “amigos” empreiteiros e outsourcings». Os comunistas apelam aos trabalhadores para «organizar a resistência, serviço a serviço, sector a sector».
A célula tomou ainda posição sobre um comunicado dos Trabalhadores Social Democratas, onde se afirma que a PT «dá apoio profissional e social directo a mais de 31 mil trabalhadores». A estrutura comunista salienta, em resposta, que a empresa «não dá nada a ninguém», mas antes remunera – com redução efectiva dos salários reais - a troco de trabalho «desenfreadamente explorado», sem que os trabalhadores estejam, na sua maioria, abrangidos por qualquer Acordo Colectivo. São aplicados horários que ultrapassam as dez horas diárias, por 650 euros mensais.
O recente anúncio da intenção de encerrar postos públicos e lojas e de toda a parte técnica em geral «é o mesmo que parar as máquinas de um navio que se encontra debaixo de uma tempestade».
Embora considere que a Anacom, entidade reguladora, tem lesado interesses dos trabalhadores, a CT salienta que a administração tem todos os meios para exigir à uma prática não discriminatória, de acordo com a Lei da concorrência.
A administração é ainda acusada de «colocar jovens sem experiência ao leme de um barco que vai ficando sem máquina».
Uma troika de interesses
A política errada de recrutamento divide-se, segundo a CT, em três grandes grupos de admissões: «os familiares e amigos dos políticos, dos administradores e dos directores». É denunciada a admissão para um cargo administrativo «do irmão de um autarca muito conhecido, sem qualquer qualificação técnica e profissional a ganhar, de vencimento base, 1500 euros mensais».
Na PTComunicações, «o primo de um administrador de uma empresa do Grupo foi admitido como Técnico Superior Especialista, sem qualquer qualificação técnica, académica e profissional conhecida, a auferir mais de 1800 euros mensais, mais um prémio de responsabilidade e um carro de utilização pessoal», entre outras mordomias.
Também foi admitida a filha de um director – que já tinha a nora no Grupo -, na área de engenharia química «a ganhar mais de 2500 euros por mês acrescidos de prémios mensais».
Resistir sector a sector
A Célula do PCP na empresa denunciou a «dança de tachos» que está a destruir a PT como unidade orgânica, através da atribuição de «sectores vitais aos “amigos” empreiteiros e outsourcings». Os comunistas apelam aos trabalhadores para «organizar a resistência, serviço a serviço, sector a sector».
A célula tomou ainda posição sobre um comunicado dos Trabalhadores Social Democratas, onde se afirma que a PT «dá apoio profissional e social directo a mais de 31 mil trabalhadores». A estrutura comunista salienta, em resposta, que a empresa «não dá nada a ninguém», mas antes remunera – com redução efectiva dos salários reais - a troco de trabalho «desenfreadamente explorado», sem que os trabalhadores estejam, na sua maioria, abrangidos por qualquer Acordo Colectivo. São aplicados horários que ultrapassam as dez horas diárias, por 650 euros mensais.